كنيسة قلب يسوع الأقدس

New Gallery

missa bh 30
11-08-2011
concolado sirio sp
11-08-2011
club homs sp
11-08-2011
centro cultural arabe siro no brasil
11-08-2011
Visita Pastoral Brasil Familias
11-08-2011
زيارة سيدنا جورج كساب إلى أبناء الجالية
10-30-2011
قداس سيدنا جورج كساب في بيلورزنتي - البرازيل
10-17-2011
Visita do sanuario da nossa senhora das dores
10-03-2011
اكليل العروس ميرنا طعمة ألف مبروك
09-29-2011
aniversario dona Nabha
08-15-2011

Eventos

Imagem
Festival do Trigo do Clube Sírio
Ter, 08 de Novembro de 2011
Imagem
زيارة سيدنا جورج كس...
Dom, 30 de Outubro de 2011
Imagem
Missa Solene SP
Sáb, 29 de Outubro de 2011
Imagem
Missa Solene BH
Sáb, 29 de Outubro de 2011
Imagem
قداس سيدنا جورج كسا...
Dom, 30 de Outubro de 2011
Imagem
convite
Ter, 30 de Novembro de 1999
Imagem
visita do sanuario da nossa senhora...
Dom, 30 de Outubro de 2011
Imagem
Mirna Tohme Wedding Congratulations...
Dom, 30 de Outubro de 2011
Imagem
Bispos da Arquidiocese de BH partic...
Ter, 30 de Novembro de 1999
Imagem
Líbia: para os missionários, a si...
Ter, 30 de Agosto de 2011

Facebook Share

Share on facebook
Zaidal Homem & Terra PDF Imprimir E-mail
Pastorais
Escrito por Administrator   
Ter, 10 de Agosto de 2010 17:25

Zaidal Homem & Terra

 Autores :Mahfud Dahi

  

- Nascido em Zaidal (Homs), 1936;

- Ensino Fundamental concluído em Zaidal, em 1959;

- Ensino Médio concluído em Homs, em 1964;

- Funcionário do Ministério da defesa, de 1961 a 1987, quando aposentou;

- Amante da literatura árabe clássica, das poesias e da história árabe.

 

  • Dr. Salem Al Issa: 

- Nascido em Zaidal (Homs), 1958;

- Ensino Fundamental concluído em Zaidal;

- Ensino Médio concluído em Homs, em 1977;

- Formado em arquitetura pela Universidade de Alepo, em 1983;

- Doutorado em arquitetura pela Universidade de Warso, Polônia;

- Professor Doutor na faculdade de arquitetura na Universidade Al Baath em Homs     desde 1981.

- Autor de diversos livros universitários publicados pela própria Universidade Al Baath;

- Autor de diversos artigos publicados tanto na revista da Universidade Al Baath quanto no Conselho do Ensino Superior de Damasco;

- Participação em diversos congressos locais e internacionais, de arquitetura.


  • Tradução para o Português: - Najwa Safar Seif



Introdução

Aos filhos de nossa Zaidal, residentes e imigrantes, que têm orgulho de suas raízes. Aos jovens sedentos por descobrirem a história dessa aldeia e dos grandes defensores de cada grão de sua terra. Aqueles, que não a abandonariam nem por ouro ou diamante, apesar de sua pobreza e seus medos, e a conservaram com seus campos férteis cobertos por amêndoas e uvas.

Para começarmos esse trabalho não tínhamos nada além das histórias contadas de geração em geração. Nossa grande alegria estava em ouvir os anciões dessa cidade falando, com todo o orgulho, sobre o passado e seus antepassados. Todos evitavam falar sobre o presente e sobre o futuro, uma vez que, hoje, a vida se resume nos problemas familiares e sociais e não se tem perspectiva nenhuma para o futuro tendo como referência tudo o que já foi vivido.

            Visitamos várias famílias, em busca de informações que, mesmo pequenas, entrelaçadas com tantas outras, formariam uma corrente histórica. Com ela, ligaríamos o passado com o presente e o futuro.

            Agradecemos, em especial, o Sr. Fadel Mheissen que nos ajudou com todas suas histórias. Nossas sinceras desculpas caso sejam encontrados erros nos relatos, pois todos não passaram de “casos” contados pelos habitantes dessa terra. Inclusive, nos alegraria muito a descoberta de algum documento oficial para que os erros pudessem ser corrigidos. E por esse mesmo motivo, fomos muito cautelosos para que ninguém se sentisse magoado com algum relato mal interpretado. O nosso único objetivo é registrar a história dessa aldeia e de seus homens para que não seja perdida com o tempo. Caso ele não seja alcançado, nos basta saber que nossa parte foi feita, sem que se pensasse em qualquer tipo de recompensa, e uma porta foi aberta para a continuidade dessa história.

Pedimos que Deus nos ajude a realizar esse sonho e transmiti-lo de maneira clara e objetiva a nossos leitores. Agradecemos os nossos irmãos que nos forneceram todo esse material valioso e nos encorajaram para colocar em prática esse sonho.

“Que Deus tenha as almas de nossos antepassados que tanto nos orgulhamos por sermos seus descendentes.” 

 Homs na História

 

 Homs foi construída numa planície fértil na volta do rio “Oronte”. Dizem que era a terra mais fértil da região de Sham*, que tem o ar mais limpo e o povo mais belo. Os primeiros habitantes moravam em tendas e tinham a criação de carneiros como renda.

Mais tarde, foi construída uma Fortaleza (por volta de 1500 a.C.) para o povo se proteger dos ataques dos inimigos (as ruínas da Fortaleza existem ainda no centro da cidade). Em seguida, foram construídas algumas casas ao redor da Fortaleza. Ela foi chamada “Hamat” e, Homs, inicialmente, foi chamada de Hamat Soba (Soba é uma palavra antiga que significa cor de cobre ou vermelho). Os Gregos mudaram o nome para Emessa e os árabes para Homs.

Várias civilizações passaram por Homs: os Amorreus, o Império Hitita e o Império Mitani entre outros. O governo dos Assírios e Arameus estendeu-se de 1300 a.C. a 331 a.C., quando o Líder Alexandre Magno conquistou a Síria na Invasão Macedônica e Homs passou a pertencer ao Império Grego. Naquela época, a Síria teve um governo nacional que incentivou a agricultura. A fertilidade e a natureza geográfica da região, principalmente no oeste de Homs e nas margens do rio Oronte, ajudaram na plantação de azeitonas, uvas e cereais (nas escavações arqueológicas na região, foram encontradas varias peças e vasilhames usados na extração do azeite).

            Homs ficou famosa pelo “Templo do Sol”, que era uma construção gigantesca e luxuosa onde as datas religiosas eram comemoradas pelos sacerdotes que eram da classe nobre da região. Até mesmo os nobres de Roma desejaram ter esse privilégio e, isso ajudou o sacerdote Bacios, de Homs, chegar a ser César de Roma.

            De Homs saíram vários imperadores, entre eles Julia Demna, esposa do imperador Septimos Surios.

            Homs fez parte do Império Romano no ano 65 a.C. e era a cidade do famoso filósofo Longuinos, que foi visitar a cidade de Tadmur (Palmira). A rainha Zanobia o convidou para ser seu professor da língua e cultura grega e assim foi feito. Além de tudo, Longuinos tornou-se o conselheiro da rainha Zanobia. Longuinos nasceu no ano 213 e foi condenado à morte no ano 273, quando o Imperador Oreliano derrubou a Rainha Zanobia, Rainha dos Palmerinos. O nome Zanobia foi dado pelos gregos. Seu nome verdadeiro era “Bet Zabai”, que significa “Filha da Dádiva”. Ela era bela, culta, corajosa e liderava os exércitos montando seu cavalo. Seu poder chegou ao Egito e ela se deu o nome de Augusta. Toda a região entre o Mar vermelho, Bosforo e o leste do rio Nilo foi libertada do domínio Romano dando lugar ao governo de Zanobia. Mas, ao tomar posse do Império Romano (270-275), o Imperador Oreliano, mandou um exército para recuperar o Egito e chegou até a Antioquia, onde encontrou o exercito de Zanobia e o venceu, no ano 271.

             Zanobia recuou até Homs e juntou 60 mil soldados, mas perdeu outra batalha e decidiu voltar a Palmira. O Imperador Oreliano a seguiu e cercou a cidade. Zanobia buscaria ajuda do Rei dos Persas, mas foi presa quando estava atravessando o rio Eufrates. Foi algemada com corrente de ouro e levada a Roma onde, apesar dos conflitos, foi tratada com um tratamento digno de uma rainha. 

            No ano 636, o líder árabe Abu Obaida Jarah, conquistou a cidade de Homs e, assim como as outras cidades sírias, sofreu varias mudanças sociais e políticas.

            No ano 1516, os Turcos Otomanos conquistaram todas as cidades sírias, onde abusaram do poder através de altos impostos. O povo sofreu com a miséria e a fome. Depois dos Otomanos, ao fim da 1ª guerra mundial, a Síria vivendo sob o Domínio Francês, vivenciou muitas revoluções em várias cidades até conseguir sua independência, no dia 17 de abril de 1946.

 

* Sham é o nome popular da Grande Síria que se estende do mar Mediterrâneo até o rio Eufrates. Atualmente, Sham, é o nome popular de Damasco, capital da Síria.

  

A localização de Zaidal, área e limites

 

Zaidal está situada a leste de Homs, a 7 km do centro da cidade. Com a extensão conjunta de Zaidal e Homs, o visitante não sente que saiu da cidade. Zaidal pode ser considerada uma cidade jovem se comparada a Homs que foi construída ao fim do século XVIII. Tem 55 km. quadrados de área total e, a área urbana é de 1,5 km. quadrados.

             A coordenada de Zaidal é 34º 42’ longitude leste e 36º 47’

latitude norte.

 

 Origem do nome “Zaidal”

 

 

Há varias versões para a origem do nome “Zaidal”. A mais provável, e a que foi mencionada no livro “A História dos Árabes antes do Islamismo”, do escritor egípcio Jargi Zidan, é:

Quando os Nabateus habitaram aquela região, formaram um governo organizado, nomearam vários ministros e começaram a estender o seu Reino. Esse, teve muitos reis e a maioria teve o nome de Hareth ou Obada. Apenas um foi chamado de Zaid El, e reinou entre 146 e 110 a.C. Dizem que este Rei invadiu Homs, onde aconteceu uma batalha entre ele e os guardas locais e, assim, o povo teria dado o nome do Rei para o local da batalha. Com o tempo, o nome transformou-se em Zaidal.

A palavra “El” significa “Deus” na língua dos Cananeus. A letra “L” é muito confundida com a letra “N” no dialeto popular, por isso muita gente chama Zaidal de Zaidan.

Essa versão pode estar certa ou errada e, a verdade ficará escondida na escuridão da História.


 Zaidal na História

 

             Em sua tese de Mestrado, no ano 1963, o Professor Naief Mheissen, mencionou nomes de vários lugares que comprovam que Zaidal foi habitada desde as antigas civilizações. A existência de ruínas, peças encontradas em escavações, cemitérios antigos, potes utilizados como depósitos de azeite, caixões de pedras e cinzas ao seu redor, comprovam a presença antiga de seres humanos na região.

O Mukhtar* de Zaidal, Sr. Fadel Dahi, disse que, durante a escavação para a construção de uma casa, foi encontrado um caixão de pedra que deve ter sido de um rei ou uma pessoa nobre na História antiga. O caixão foi entregue, pelo mesmo, à Secretaria do Patrimônio Histórico do Estado de Homs.

Em seguida, vemos fotos de objetos de pedra que foram encontrados nas escavações.

 * Mukhtar: chefe honorário escolhido pela população de uma aldeia ou uma tribo.

 

Origem dos habitantes

 

Os habitantes de Zaidal vieram da cidade de Sadad, que é considerada “a mãe das cidades cristãs da região”, como as de Fairuze, Maskane, Fartaka, Fheile, Abu Dalie, Em Dulab, Furqlos, Jabrie e outras. A religião dos habitantes dessas aldeias era a Siríaca Ortodoxa e os ritos das missas eram todos na língua Siríaca (ou Siriana, que é parecida com a Aramaica, a língua do Cristo). Por vários motivos, entre eles a seca e a situação econômica precária, a maioria das famílias começou a migrar para Homs. No início, trabalharam com a tecelagem, que tinha como matéria-prima, a lã dos carneiros.

            Com o tempo, começaram a trabalhar na agricultura, nas terras de Maskane. Iam pela manhã e voltavam para casa ao pôr-do-sol por causa da insegurança e dos ladrões daquela época. Às vezes, eles levavam um pouco de trigo e farinha, e ficavam alguns dias na terra até terminar o trabalho, assim como acontecia em outras aldeias sírias.

             Ao fim do século XVIII, os habitantes migraram em direção à Maskane e, lá, construíram casas (elas se reuniam como condomínios nos dias de hoje). As casas possuíam um pátio ao centro e um portão grande, que deveria ser fechado à noite para a proteção contra ladrões. Na cidade antiga de Homs, ainda existem algumas casas desse tipo. Os habitantes mudaram de Maskane para Zaidal atual através de um “acordo de troca de terras”, que será mencionado no próximo capítulo.

            Zaidal tem sete mil habitantes (dado referente a 2004), 1275 famílias, 690 famílias Siríacas Ortodoxas e 685 famílias Siríacas Católicas. 51% são homens e 49% mulheres. Nas xxxxx de 1994 existiam 6.492 habitantes e, este crescimento na população, decorreu dos seguintes aspectos:

1- crescimento natural das natalidades;

2- migração de Homs para Zaidal, pois várias famílias desejavam abrir negócios ou afastarem do barulho e da poluição da cidade grande;

3- várias famílias de aldeias, relativamente longe, como Sadad, Furqlos, Qaraitein, mudaram para Zaidal, compraram terras, abriram negócios e conviveram em harmonia com os habitantes originais.

            A localização de Zaidal, a fertilidade de suas terras e o clima bom transformaram a pequena aldeia num local agradável e seguro para morar. Vale a pena lembrar que várias mulheres se casaram com homens de outras cidades e saíram de lá. Agora, o processo é inverso e estão trazendo toda a família de volta para Zaidal. 

8- A historia da troca de duas aldeias

            

É uma historia real e não das “mil e uma noites”. Não é uma história de troca de mercadorias, mas, de troca de “Homens & Terra”. Em uma noite e um dia as pessoas começaram a dormir em casas estranhas e a arar terras sem saber a quem pertenciam.

É uma história de trocas entre duas aldeias. Nós ouvimos vários relatos e várias versões. Alguns disseram que era por causa dos altos impostos cobrados pelos Turcos sob a “palha do trigo”. Outros disseram que, naquela terra, não nasciam muitos homens. Essas foram apenas algumas ouvidas de pessoas jovens e idosas. Vários pequenos comentários não tinham valor para as pessoas que contavam, mas para nós, foi de grande importância no somatório de todas as nossas informações para montarmos uma história mais provável e mais lógica.

Nós encontramos uma escritura guardada com o Sr. Elias Jerjes Barakat, escrita em “Karchuni”, que seria o árabe escrito em letra siríaca.. Essa escritura, chegou a suas mãos através de várias gerações e foi escrita por Jerjes Barakat, “Abu Dalul”, quando os habitantes atuais de Zaidal moravam em Maskane, antes da troca. A foto mostra o documento, que foi escrito no ano 2150 Grego, equivalente ao ano 1839 do calendário atual, e conta a história dos altos impostos do governo turco e da miséria vivida pelo povo local.

A versão da história de troca que nós vamos mencionar é contada pelo Sr. Elias Daabul. Ela foi contada para ele pelo Sr. Mussa Abudi, que por sua vez, a ouviu dos Srs. Mussa e Issa Zidan, filhos do Sheikh Elian Zidan.

O governo Turco cobrava impostos sob as terras plantadas. No ano de 1854, o comandante turco de Homs chamou os Sheikhs das aldeias da região e os comunicou da quantidade a ser paga. O povo de Zaidal, os habitantes de Maskane, hoje, não aceitou pagar o valor de 90 mil Qerch (moeda da época). Após muitas cobranças, os dois Mukhtar da aldeia, Salim Atrach e Nacif Neaiem, juraram preferirem abandonar a aldeia a pagar o imposto. Esse juramento teve como base o fato de sua localização geográfica ser privilegiada, possuindo sete estradas passando por suas terras. Assim, a região era alvo de assaltos e roubos além de suas plantações servirem de pastagem para os rebanhos que passavam por lá indo à direção à Homs.

O caso piorou entre o governo Turco e o povo de Zaidal e o Sheikh de Maskane Elian Zidan, ao ficar sabendo da situação, convidou os mais antigos da aldeia para um encontro e os contou sobre o seu plano. O Sheikh pensava em fazer uma troca entre as duas aldeias e cada povo pagaria o imposto do outro. A maioria aceitou a troca, mas depois de analisarem as terras de Zaidal. Caçadores conhecedores da região foram questionados sobre a qualidade da terra e, duas pessoas experientes na agricultura foram escolhidas para examiná-la. Foram Issa Zakour, “Abu Mdalal”, o avô materno de Mussa Abudi, e Jerjes Qzeni que confirmaram que a terra é fértil e não tem muitas pedras, além de ser um terreno plano.

Depois de muitas conversas, Sheikh Elian Zidan decidiu entrar em contato com Sheik Salim Tarche, “Abu Fares”, para informá-lo que estavam dispostos a pagar os impostos em troca da terra. Salim Tarche aceitou na hora.

O contrato da troca foi feito na justiça, o imposto foi pago e o Mukhtar de Fairuze e de Fartaka assinaram como testemunhas. Foi decidido que a troca seria feita depois da colheita da safra daquele ano.

No dia da troca, os dois povos se encontraram perto de Fairuze e fizeram uma parada. Os sábios das duas aldeias pediram para o povo pensar antes de terminar a caminhada se deveria voltar para sua terra natal. Houve discussões e não chegaram a nenhum consenso, porque Salim Tarche e Nacif Neaiem haviam jurado não virar para ao norte até chegar a terra nova e, assim, continuaram a caminhada.

O povo de Zaidal, que mudou para Maskane, arrependeu, criticou e discutiu o assunto a ponto de chegar à justiça em busca da anulação do contrato.

Um desconhecido avisou a população de Zaidal, aconselhando-a a fazer algo que agradasse o governo. Assim, a população doou um fardo de palha de trigo para o povo de “Charkas”, que habitava perto de Zaidal naquele ano e iria trabalhar na agricultura, mas não tinha ração para seus animais.

A doação chegou ao conhecimento do governo que, por sua vez, decidiu a favor do povo de Zaidal por sua generosidade a quem necessita.

Algumas famílias de Homs, proprietárias de terrenos em Zaidal, não participaram da troca e, após certo tempo, tiveram suas terras vendidas, ao pedido do povo de Zaidal, como mostra a tabela seguinte.

 

Nome do proprietário

Nome do comprador

Família Zahrawi

Família safar

Família Attar

Mussa Diab Faour

Família Arid

Família Kassih

Família Farkouh

Chain e Mussa Dahi

Abdul Hamid Drubi

Ibrahim Hanna Dahi

Família Sabagh

Elian Qzeni e Família Naum e Seif

Família Nacim

Família Sukar

 

O povo de Zaidal comprou do governo mais 10 Km quadrados do terreno “Tal al Ballan”.

9- As raízes das famílias de Zaidal

 

As raízes das famílias de Zaidal:

Famílias Hanahne: Qzene – Rahhal – Abu Id – Zidan – Hanoun – Abul Nur – Zakour.

Famílias Dabakie: Faour – Abdul Aziz – Barson – Jabr – Seif.

Famílias Aleimat: Barakat – Yazigi – Nosseis – Aleim – Al Judi

Famílias Seníeh: Awil – Dahi – Dakhil – Azar – Kassih.

Famílias Tchini: Abudi – Daaboul – Tchini

Famílias Safar: Safar – Mheissen – Malih – Rahhal (Família Morad)

 

             Há outras famílias em Zaidal de raízes desconhecidas:

Famílias Danduche – Arauche – Makhluf – Kassab – Sabra – Khazaal – Nueiran – Jalhum – El Berr – Wardi – Qassis – El Wau. 

10- Os “Makhatir” * de Zaidal

 

* Makhatir: plural de Mukhtar (chefe honorário da aldeia escolhido pela população).

 

 - Makhatir Zaidal antes da Troca, o povo morava em Maskane: Barsom Faour e Elian Zidan

- Makhatir Zaidal depois da Troca, o povo já morava em Zaidal atual: Elian Zidan.

Esses “Makhatir” eram Siriácos Ortodoxos (Sirian Ortodox)

Depois que o Catolicismo entrou em Zaidal em 1863, os “Makhatir” dividiram em dois grupos: “Makhatir” Siríacos católicos (Sirian Catulik) e os “Sheikhs”* dos Siríacos Ortodoxos (Siran Ortodox).

 

 * Sheikh: é uma pessoa respeitada escolhida por uma parte da população.

 

*“Makhatir” Siríacos católicos (Sirian Catulik)

 

Elian Zidan 1863 – 1895

Issa Zidan 1895 – 1897

Bechara Chanaa (Barakat) 1898 – 1905

Buzan: ficou um ano depois que ele veio do Bueir.

Issa Bechara Safar

Naoum Seif: ficou um ano.

Mussa Yared Dahi 1912 – 1917

Jerjes Zidan (Abu Mikhail) 1918. Abu Mikhail foi convocado ao serviço militar turco e Chain Dahi ficou no seu lugar por dois anos. No fim da 1ª Guerra Mundial, Abu Mikhail voltou a ser “Mukhtar”.

Mtanos Qzene Rahmoun

 Farras Seif: tomou a posse em 04 de março de 1936.

Mtanos Qzene Rahmoun, pela segunda vez, ficou até 1945.

Jerjes Elias barakat, de 14 de junho de 1945 até 1957.

Mahfud Safar 1957 – 1963

 Abdo Yazigi 1963 - 1965

 

“Sheikhs”* dos Siríacos Ortodoxos (Siran Ortodox)

 

1- Abdallah Abu Id (El Dohas)

2- Mussa Salame

3- Abdallah Sabra

4- Naoum Seif

5- Bechara Kassih

6- Jerjes Salame (Abu Fares) 1902 – 1943

7- Mtanos Sabra

8- Hadi Zakour

9- Ibrahim Zakour

10- Jerjes Kassih

11- Elias Salum

 

“Sheikhs” dos Siríacos Ortodoxos e Católicos (de Zaidal)

 

1- Mahfud Safar

2- Abdo Yazigi

3-Fadel Dahi, “Mukhtar Zaidal” atualmente desde 1965. 

11- Como começou o Catolicismo

 

            Um acontecimento histórico aconteceu em Zaidal e não deve ser ignorado. Nós devemos mencioná-lo sem fanatismo e analisar os seus motivos, sabendo que nós somos filhos de uma só igreja e não de dois ritos, como são conhecidos hoje. Nossa mensagem é uma mensagem de amor e o amor não separa, mas uni. E como São Paulo diz: “Vamos ter a nossa fé e ver que Cristo foi crucificado para a nossa salvação”.

            A nossa história é baseada nos documentos que o historiador Ishak Ramla achou na Biblioteca do Padre Jerjes Hanna, e que o Monsenhor Jerjes Steiteh, Bispo de Damasco na época, publicou em 1927.

No ano de 1863, Mussa Diab Faour, Sirian Ortodox, ficou noivo da filha de Bechara Nuri de Maskane. Os noivos não se deram e desmancharam o noivado. Depois de um tempo, Mussa pediu a mão da filha de Abu Laiun, de Zaidal, e pediu o Padre Gebrael Tchini para fazer o casamento. O bispo dos Ortodoxos de Homs, Butros Salmo Mussalli, ficou sabendo e mandou Mussa pagar 500 Qerch de multa por causa do parentesco entre os noivos. Mussa não quis pagar e o bispo descomungou o noivo, o padre Gebrael e o Mukhtar Elian Zidan, o Sheikh da aldeia na época.

A descomunhão era uma ofensa muito grande na época, e o povo ficou ao lado do Padre e do Mukhtar, contra o Bispo.

A história se complicou e chegou ao conhecimento do “Wali” de Damasco (o governador Turco), dos Cônsules da França, em Hama e Damasco e do bispo dos católicos em Damasco, Yacob Heliani. Este último aceitou ser o intermediário entre o padre e o Mukhtar e o Bispo Butros. O bispo Butros não aceitou fazer as pazes e o assunto chegou ao governo Turco, que achou que o assunto, por ser religioso, deveria ser resolvido entre as duas igrejas. Assim, nomeou um comitê para resolver o problema. O comitê resolveu a favor do lado de Zaidal, que já tinha ficado mais de dois meses em Damasco, na paróquia católica do Bispo Yacob.

O Bispo Yacob aconselhou as pessoas a se confessarem e comungarem antes de voltarem à Zaidal, mas ninguém tinha coragem de fazer isso no altar de uma igreja católica, respeitando as almas dos seus avôs ortodoxos. O Sr. Abu Safar, pai do Padre Bulos Safar, falecido em 1924, teve a coragem de dizer: “Eu confessarei”. Ele era uma pessoa muito respeitada, por isso os outros o seguiram, confessaram e comungaram. Eles despediram do Bispo e voltaram a Zaidal. Varias famílias seguiram o Padre Gebrael, e houve muitas separações e brigas entre famílias por causa da Igreja Velha. A justiça deu a igreja aos católicos, pois estava construída num terreno de uma família católica.

No ano 1869, os católicos de Homs e Zaidal seguiram o Bispo Yacob Heliani, bispo de Damasco que conseguiu, através de uma ordem do governo, tirar de Fairuze as terras de Fartaka e juntá-las a Zaidal.

O Padre Gebrael serviu à igreja católica de Zaidal até sua morte, no ano 1887. Seu sucessor, o Padre Bulos Safar, foi ordenado em 1872 e serviu as almas até a sua morte em 1924.

O nosso agradecimento a todos que fundaram o Conselho das Igrejas Orientais. Rezamos a Deus em busca da união de seus fiéis, seguindo as palavras de Jesus Cristo: “Amai-vos uns aos outros assim com eu vos amei”.  

12- Os padres de Zaidal 

Zaidal é uma aldeia referência do cristianismo na Síria. Sua população é 100% cristã. De Zaidal saíram vários padres e bispos e, dentre eles, todos os padres que serviram à Igreja Sagrado Coração de Jesus em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

 

Os Padres Católicos (Sirian Catulik) que serviram na Síria

 

 Padre Gebrael Tchini: nasceu em Homs em 1843. Foi padre ortodoxo em 1862 e converteu-se ao Catolicismo, junto a algumas famílias de Zaidal, em 1863. Faleceu em 1887 e está enterrado na igreja velha em Zaidal.

 Padre Bulos Safar: nasceu em Zaidal em 1853. Estudou na escola de Zaidal, e foi ordenado padre em 15 de agosto de 1878. Ficou conhecido por sua franqueza, era uma referência de virtudes cristãs, da verdade, da justiça e da boa educação. Sua casa estava sempre aberta a todos os necessitados. Faleceu em 1924 e está enterrado na igreja velha em Zaidal.

Padre Elian Cadar: filho de Antoun Mussa Cadar. Nasceu em Zaidal em 1872. Estudou teologia no Seminário “Cherfeh” no Líbano, em 1901. Casou-se com Kahla Seif, foi ordenado Padre em Beirute em 1902. Faleceu em Beirute em 17/02/1943 e, lá está enterrado.

Padre Antoun Al Issa: nasceu em Zaidal. Começou seu estudo de teologia no Seminário “Cherfeh”, no Líbano, em 1891, já casado e com 32 anos de idade. Serviu na Igreja de Zaidal até a sua morte em 05/10/1921.

Padre Jerjes Abu Id: nasceu em Zaidal em 1887. Iniciou seus estudos no Seminário São Marcos dos Siríacos católicos, em Jerusalém, mas teve um desentendimento com seus coordenadores e transferiu-se para o Seminário “Cherfeh”, em Beirute. Foi ordenado em 1908 e serviu em várias aldeias, entre elas: Zaidal, Fairuze e Mecherfe. Faleceu em Zaidal em 1966 e está enterrado na igreja velha.

Padre Efram Daruj: nasceu em Zaidal em 1895. Foi estudar em Jerusalém. Em 1914, por causa da guerra, mudou com os outros alunos para o Seminário “Cherfeh”, em Beirute. Estudou em Beirute por cinco anos e depois foi se especializar em Roma, na Universidade “Propaganda”, onde fez doutorado em teologia e foi ordenado padre na igreja Nossa Senhora de Campo Marci, em 1921. Voltou à Síria e serviu a várias igrejas. Ele é considerado um dos mestres na língua Latina além das línguas árabe, siríaca e francesa. Graças a ele, o teatro se difundiu em Zaidal. Faleceu em 04/11/1979 e está enterrado na igreja nova de Zaidal.

Padre Tuma Seif: nasceu em Zaidal em 1898. Estudou no Seminário “Cherfeh” em Beirute e, em 1913, foi terminar seus estudos em Istambul. Em 1921 foi estudar na Itália, na Universidade “Propaganda” em Roma onde foi ordenado. Voltou à Síria e serviu em varias cidades por lá. Foi ordenado Monsenhor em 1951 e foi ao Brasil para servir a Igreja Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte, até a sua morte em 1979.

Padre Antoun Dahi: nasceu em Zaidal em 1929. Estudou no Seminário dos Freis Paulinas em Safita na Síria em 1961, já casado com Linda Yazigi e com cinco filhos. Foi ordenado em 25 de agosto de 1968. Construiu várias igrejas com Centros de Educação Cristã em diversas aldeias, e aumentou os bens das igrejas comprando lojas comercias. Hoje (2005) ele está aposentado por problemas de saúde e morando em sua casa, em Zaidal.

Padre Felipe Barakat: filho de Hadi Barakat e Chamseh Abud. Nasceu em Zaidal em 01/07/1952. Terminou o 1º grau em Homs numa escola Jesuíta. Foi ao Seminário “Cherfeh”, em Beirute, em 15/09/1964, com outros sete alunos, dentre eles, o Padre Tuma Seif. Estudou teologia e filosofia na Universidade Espírito Santo em “Kaslik”, Líbano. Foi ordenado em 15/08/1976 em Zaidal. Serviu a várias aldeias. Reformou a igreja nova de Zaidal, construiu a Casa Paroquial, um Salão de Eventos e um Centro de Educação Cristã. Em 2001 foi nomeado Pároco da Paróquia de Zaidal e, em 2004, foi ordenado Monsenhor e está servindo a Paróquia de Zaidal até hoje.

 

Os Padres Católicos (Sirian Catulik) que serviram fora de Zaidal

 

Padre Chamoun Yazigi: nasceu em Zaidal em 1888. Foi ordenado em 02/05/1909. Serviu às igrejas de Qariatein e Fairuze. No ano 1936 foi nomeado para servir às Igrejas Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte, e à igreja Siríaca Católica em Jacksonville, EUA. Faleceu em 1964.

Padre Jerjes Elian Hanna (Jorge Elian): Nasceu em Zaidal em 1885. Entrou no Seminário “Cherfeh”, em Beirute, no ano de 1900 e terminou seu doutorado na Universidade “Propaganda” em Roma, em 1907. Foi ordenado padre em 1813 e deu aulas no Colégio Jesuíta em Homs até o ano de 1925, quando foi nomeado Padre da Igreja Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte, Brasil. Lá permaneceu até a sua morte em 1960.

Padre Abdul Massih Alzahr: nasceu em Zaidal em 1884 e foi ordenado em 1908. Era um mestre na língua árabe, escreveu vários livros e publicou vários artigos em revistas. Muitos escritores o procuravam para fazer revisão de seus livros. Faleceu em 17/01/1980 e está enterrado na igreja nova, em Zaidal.

Padre Yussef Faour: com o nome de batismo é Rajeh Faour, nasceu em Zaidal em 1946. Estudou no Seminário “Cherfeh” em Beirute em 1959 e terminou o curso de teologia e filosofia na Universidade “Kaslik”, no Líbano. Foi ordenado no ano de 1971. Serviu em várias cidades na Síria e está na Igreja de Tumin até hoje.

Padre Antoun Safar: nasceu em Zaidal em 1900. Foi servir no Seminário “Cherfeh” e começou a peregrinar nas montanhas do Líbano vivendo a vida dos pobres. O patriarca Efram Rahbani o conheceu e o ordenou padre, em 1925. Faleceu em Zaidal, em 1949 e está enterrado na igreja antiga. 

Padre Talaat Yazigi: nasceu em Zaidal em 20/02/1972. Terminou o 1º e 2º grau em Zaidal. Entrou no Seminário “Cherfeh”, em Beirute em 1992 e o curso de teologia e filosofia na Universidade Espírito Santo, em “Kaslik”, no Líbano, em 1997. No ano de 1998, o Patriarca Mussa Daoud o ordenou padre para as igrejas de Fairuze e Maskane, onde ele serve até hoje. Ele é reconhecido por seus trabalhos com os jovens.

Padre Jorge Massis: filho de Rateb Massis e Habsa Nakura. Nasceu em Zaidal em 23/04/1976. Terminou o 1º e 2º grau em Zaidal. Entrou no Seminário “Cherfeh”, em Beirute em 1997 e terminou o curso de teologia e filosofia na Universidade Espírito Santo em “Kaslik”, no Líbano, em 2002.  Foi ordenado em 18/08/2003 e escolhido para suceder o Padre Lowise Awad, na Igreja Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte, Brasil, que foi ordenado bispo e se mudou para Venezuela. Vive lá até hoje.

Padre Jihad Jalhum (Igreja Melkita): nasceu em Damasco em 1958. Seus pais são de Zaidal. Terminou o 1º e 2º grau nas escolas de Damasco. Formou em letras, língua francesa, na Universidade de Damasco em 1982. Foi ordenado na Paróquia Santa Ana no Líbano em 1983. Foi nomeado padre da igreja Melkita (Católica Grega) em Bruxelas, Bélgica, e lá ficou até 1988, onde estudou Comunicação (filmagem, dublagem, montagem e mixagem). Voltou à Síria e serviu nas igrejas de Damasco entre 1988 e 1995. Em 1995 voltou a Bruxelas onde está até hoje. Sente um grande amor pela cidade de Zaidal.

 

 

Os Bispos Católicos de Zaidal

 

O Bispo Teofilos Yohanna Dahi (Hanna Dahi): nasceu em Zaidal em 11/11/1912. Filho de Mussa Dahi e Ghalia Dakhil, matriculou-se no Seminário São Mubarak, em Jerusalém, no ano de 1934 e, depois, estudou teologia e filosofia no seminário “Cherfeh”, em Beirute. Foi ordenado em 28/01/1940. Serviu como padre em várias cidades na Síria. Foi ordenado bispo na Arquidiocese de Homs em 21/10/1948. Em setembro de 1991 teve derrame que o deixou paralítico e sem fala até a sua morte em 16/6/2000. Foi enterrado na igreja nova em Zaidal. Foi ele quem traduziu o rito da celebração da sexta-feira de Paixão da língua Siríaca para a língua árabe mantendo sua melodia siríaca.

Bispo Teofilos Jorge Kassab: Nasceu em Zaidal em 17/01/1946, filho de Elias Kassab e Mariam Meheissen. Estudou na escola de Zaidal. Foi ao seminário de Cherfeh, em 1960, onde se formou em teologia e filosofia. Foi ordenado padre na igreja de Nossa Senhora de Zaidal pelo Bispo Yussef Abiad em 1974. Trabalhou por vinte anos com muito entusiasmo e seus trabalhos sociais e religiosos foram reconhecidos e elogiados. Ele apoiou a reforma da igreja nova de zaidal e a construção da Casa Paroquial, do Salão de Eventos e do Centro de Educação Cristã. Fez muitos trabalhos com os jovens como, por exemplo, fundar o Coral dos jovens de Zaidal, que é muito reconhecido na região. Para homenagear seus antepassados, mandou construir sepulturas dignas e luxuosas para os padres falecidos. Foi eleito para suceder o bispo Yuhanna Dahi em 1999, e foi ordenado pelo Patriarca Mussa Daoud como Arcebispo de Arquidiocese de Homs em 03/03/2000 onde está hoje. Em Homs, reformou a igreja, arquivou os documentos antigos, organizou as prateleiras de livros, revistas e papéis e reativou a revista “Amor e Paz”, que foi fundada pelo Bispo Yussef Rabbani.

O Bispo Iwanis Lowise Awad: nasceu em Zaidal no ano 1934. Filho de Mtanos Awad e Mudi Ibrahim Almeida. Matriculou-se no Seminário São Mubarak, em Jerusalém, no ano 1946 e depois estudou no seminário “Cherfeh” em Beirute. Foi ordenado padre em 08/12/1957, em Beirute. Serviu a Paróquia de Homs até 1973. Foi nomeado diretor do Seminário Cherfeh por um ano e depois voltou para Homs. Foi mandado ao Brasil em 1978 para servir a Igreja Sagrado coração de Jesus, em Belo Horizonte, onde permaneceu por 25 anos. Foi ordenado Bispo em 14/11/2003, pelo Patriarca Mussa Daaoud, e mudou-se para a Venezuela, para servir à Paróquia de Nossa Senhora da Assunção em Maracay, onde está até hoje. Foi reconhecido por seus trabalhos sociais e suas fundações de várias entidades beneficentes.

 

Os Padres Ortodoxos (Sirian Ortodox)

 

Padre Ibrahim al Awil: nasceu em Sadad e foi nomeado padre da Igreja de São Barros e Sergios em 1860. Mudou-se para Zaidal para servir na Igreja de São Jorge, onde ficou até a sua morte em 1910.

Padre Jerjes Fadil: nasceu em Fairuze em 1865. Foi ordenado em 1890. Serviu em Zaidal dois anos e depois voltou a Fairuze onde ficou até a sua morte, em 1933.

Padre Antonios Fazaa; nasceu em Fairuze em 1887. Foi ordenado em 1911 para servir a Igreja São Jorge, em Zaidal. Imigrou para a Argentina com sua família em 1943 e permaneceu por lá até a sua morte.

Padre Abdallah Kassih: nasceu em Zaidal e foi ordenado em 1886. Serviu seis anos na Síria e depois imigrou para os Estados Unidos, onde ficou até a sua morte em 1929.

Padre Nohme Daruj: nasceu em Sada em 1901. Foi ordenado em 1940 e serviu em várias cidades na Síria. Voltou à Sadad, onde faleceu.

Padre Nohme Farah: nasceu em Fheila em 1918. Foi ordenado padre para servir à igreja de Zaidal, em 1950. Era muito justo, humilde e amado por toda a população de Zaidal, Ortodoxos e Católicos. Imigrou para os Estados Unidos em 1979 e faleceu em Los Angeles em 24/12/2002.

Padre Antoun Jarade: nasceu em “Wreide” em 1949 e migrou com seus pais para Zaidal. Estudou no Seminário “Mar Efram Siriani” em Zahle, Líbano, onde formou-se em teologia. Foi ordenado padre em 1970 e imigrou para a Argentina, onde serviu nas cidades de Freias e Gordoba. Voltou a Zaidal em 1981 e realizou vários projetos e obras sociais para a melhoria da comunidade Ortodoxa em Zaidal. Viajou variadas vezes à América do Norte e América do Sul para arrecadar doações para a execução de suas obras. Em reconhecimento por seu trabalho, foi nomeado Monsenhor em 17/08/2001 e está servindo a comunidade de Zaidal até hoje com a ajuda do Padre Antoun Kassih.

Padre Yuhanna Mussa Salame: seu nome é Zaher, filho de Mussa Salame e Salwa Makhluf. Nasceu em Zaidal em 14/12/1965. Começou seu curso de teologia no Líbano e terminou em Damasco. Foi ordenado em 1987. Tem Mestrado em Direito Canônico pelo Instituto dos Estudos Orientais no Vaticano, na Itália. Estudou dois anos no Instituto dos Estudos Islâmicos em Damasco e terminou seu curso sobre o Islamismo em Roma. Defendeu sua tese de Doutorado em Direito Canônico em Otawa, Canadá em 2005. Fala Inglês, Francês e Italiano fluentemente, além do Árabe. Já estudou Latim e Hebraico. Vive, agora, em Jacsonville nos EUA.

Padre Yacob Kamel Tahhan: filho de Kamel Tahhan e Harba Trade. Nasceu em Zaidal, em 1965. Em 1977, foi ao Líbano estudar teologia. Foi ordenado em 1986 e está servindo na Igreja “Em Zenar” em Homs.

Padre Barsom Mtanos Kassab: seu nome é Samer, filho de Mtanos Kassab e Chamse Kassih. Nasceu em Zaidal, em 1967. Em 1987, foi para Damasco estudar teologia. Foi ordenado em 1992. Serviu no Convento São Marcos em Jerusalém até 1996, onde estudou Hebraico e Inglês. Tem um excelente conhecimento da língua e da caligrafia Siríaca. Está servindo na Igreja “Mar Elian”, em Qeraitein,

Padre Tony Kassih: filho de Munir Kassih e Munira Makhluf. Nasceu em Zaidal, em 1980. Em 1997, foi ao Seminário “Mar Efram Siriani”, em Maarat Saidnaya, interior de Damasco, para estudar teologia. Formou-se em 2002 e foi ordenado e nomeado ajudante do Padre Antoun Jarade, na Igreja de Zaidal.

 

13- Os Centros Religiosos

 

            Toda a população de Zaidal rezava junto, na Igreja São Jorge dos Siríacos Ortodoxos. Depois da separação entre católicos e ortodoxos e da entrada do Catolicismo, aquela Igreja ficou para os católicos até o ano de 1898, quando foi demolida e outra igreja foi construída em seu lugar com o nome de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Os Ortodoxos rezavam em uma sala da casa do Sr “Abu Ghatas Faour” até o ano de 1909 quando compraram um terreno e começaram a construir a Igreja atual, Igreja São Jorge, que ficou pronta em 1924.

            A Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (a Igreja Antiga) ficou pequena para a população que crescia e, em 1959, na época do padre Efram Daruj e do Arcebispo de Homs, Teofilos Yussef Rabani, foi iniciada a obra de construção de uma igreja maior para os Católicos. A igreja foi inaugurada com o mesmo nome da antiga, em 15 de agosto de 1972, com uma grande festa que contou com a presença do Arcebispo Yussef Abiad, do Patriarca Yussef Hayek, várias autoridades religiosas e políticas e do representante do Vaticano em Damasco. Desde 1972, o dia 15 de agosto é comemorado com uma festa popular e religiosa já conhecida em toda a Síria.

            Em 1981, a igreja foi reformada e ampliada e foi construída uma Casa Paroquial para hospedar os visitantes da igreja. Também foi construído um Salão de Eventos para as atividades sociais e religiosas. Em 2001, o Salão foi reformado e decorado. Toda a despesa foi paga pelo imigrante Sr. Fadel Safar e sua esposa Jaqueline. Em 1997, a Igreja foi revestida por pedras brancas e foi decorada com muitas peças de gesso e vários desenhos Sacros nas paredes, pintadas a óleo, pelo Padre Libanês Abdo Badawi. O altar também foi reformado.  Todas as despesas dessas reformas da igreja foram doadas pelo imigrante Sr. Elias Tomeh e seus filhos.

            Em 1992, iniciou-se a obra de um cemitério vertical, em forma de um círculo, inédito na Síria, com a iniciativa do Padre Jorge Kassab, o atual Arcebispo de Homs. Depois de uma reunião com o Conselho Pastoral da Igreja de Zaidal, Padre Jorge nomeou uma equipe de trabalho que começou arrecadar dinheiro através de doações da população local e de envio de cartas para os imigrantes de Zaidal ao redor do mundo. A obra foi concluída em 1995 e o cemitério foi inaugurado pelo Bispo Mussa Daoud, o atual Cardeal responsável pelas Igrejas Orientais no Vaticano. Temos que reconhecer e agradecer a imigrante Sra. Habse Safar Barakat (viúva de Barakat Barakat) e seus filhos Jaber, Sami, Jorge e Laila, residentes em Belo Horizonte, Brasil, pela doação generosa para a conclusão da Cúpula do cemitério.   

 

14- As datas religiosas

Natal e Ano Novo: o Natal era comemorado em 25 de dezembro pelos católicos e no dia 07 de janeiro pelos ortodoxos. As igrejas orientais, em geral, comemoravam com missas noturnas e fogueiras. As crianças e os jovens batiam nas portas das casas de toda a cidade para pedir lenha dois dias antes do Natal. Hoje em dia, todos comemoram no dia 25 de dezembro com as comemorações ocidentais, árvore de Natal e Papai Noel.

Na noite do dia primeiro de janeiro, os jovens saem às ruas, fantasiados e com seus carros enfeitados dando voltas em todas as ruas da cidade buzinando e cantando.

Dia dos Reis: é conhecido como “Aid Al Ghetas”, que significa o dia do Batismo de Jesus. É comemorado no dia 06 de janeiro com missas especiais. Os padres visitam os paroquianos em suas casas levando água benta.

Nas noites de Natal, Ano Novo e Dia dos Reis, o povo tem costume de jogar vários jogos de baralho e os perdedores pagam com nozes. Dizem que depois do Nascimento de Jesus, Maria sentiu frio e José acendeu uma fogueira com as lenhas que achou na região e quebrou sete nozes que estavam no seu bolso para ela comer. Daí veio a tradição de acender fogueiras nas comemorações desta época e comer nozes.

Dia de Santo Antônio: é comemorado no dia 17 de janeiro. Era costume, nesse dia, que todos os que têm o nome do santo (Antônio, Mtanos, Antoun, Antoine, Tony, etc) matassem um ou mais galos e levassem à igreja junto com um copo cheio de azeite e entregassem ao pároco da igreja para que ele soubesse que aquela família estava comemorando. À noite, o padre visitava todas estas famílias e rezava com elas em suas casas. Nos dias de hoje, os padres visitam, nesse dia, as famílias que têm uma pessoa com o nome do santo.

El Marfaa: é o domingo que antecipa a quaresma (o grande jejum). Equivale ao domingo de Carnaval. Como o jejum começa na segunda-feira, nos ritos orientais, e não na quarta-feira de cinzas, as mulheres faziam muita comida com carne e manteiga. Levavam biscoitos e pastéis para comerem na igreja e servirem às pessoas naquele domingo.

Al Azar (dia de Lázaro): é a data da ressurreição de Lázaro, no sábado que antecipa o Domingo de Ramos. É uma festa para as crianças, que ganham roupas e sapatos novos e passam o dia se preparando e enfeitando as velas que vão carregar no dia seguinte. Após a missa, no domingo, as crianças saem da igreja cantando cantos próprios que anunciam a ressurreição de Lázaro, visitando todas as casas da cidade. As donas das casas recebem-nas e dão ovos, doces e balas.

A Páscoa: é a “Grande Festa” para os cristãos orientais, pois a ressurreição é o símbolo do Cristianismo. É comemorada em duas datas que dependem do calendário oriental (igrejas ortodoxas) ou gregoriano
(igrejas católicas). No domingo da Páscoa, são feitas varias comidas e doces típicos e ovos cozidos coloridos.

Dia de São Jorge (Jerjes): é comemorado no dia 06 de maio, o dia em que a construção da Igreja de São Jorge, dos ortodoxos, foi concluída, em 1924. Todo ano, pessoas de toda a Síria vão a Zaidal para comemorar esta data com danças típicas, jogos e brincadeiras. As casas ficam abertas para receber os visitantes que passam a noite por lá. No dia 06 de maio, uma missa é celebrada pelo Patriarca ou pelo Bispo da Paróquia, seguida por uma passeata até a Praça dos Mártires, no Centro de Zaidal, para que uma coroa de flores seja colocada no Memorial dos Mártires de 06 de maio e da Guerra de 06 de outubro. São Jorge é conhecido como o “Grande Mártire”.

Dia de Nossa Senhora (Nossa Senhora da Assunção): comemorado no dia 15 de agosto. As comemorações são parecidas com as anteriores, de São Jorge, com festas que duram a noite inteira. As comemorações de Zaidal na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, dos Católicos, já é conhecida em várias cidades da Síria. A maior festa aconteceu em 1970, quando foi feito um Show com vários cantores e artistas da TV, assistido por mais de sete mil espectadores.


 15- A imigração e seus motivos

             A imigração de Zaidal tem dois motivos:

1- Pressão econômica Interior (em Zaidal):

O maior problema nos dias de hoje é a divisão de terras entres irmãos (os herdeiros), pois a produção agrícola não é suficiente para várias famílias divididas. Na época dos Turcos Otomanos, a imigração se dava graças aos altos impostos que os agricultores tinham que pagar para o governo. A imigração de Zaidal começou no final do século XIX, por volta de 1890, por causa dos impostos e por que o governo Turco alistava os jovens, principalmente os cristãos, para servir em guerras nas quais o povo de Zaidal não se responsabilizavam.

2- Chances de emprego no exterior:

Como foi mencionado no item anterior, o povo, por falta de opção foi obrigado a imigrar. Os primeiros países escolhidos foram os países da América Latina, principalmente Brasil, Argentina e Bolívia por causa de suas riquezas naturais e pela pureza, bondade e hospitalidade de seus povos. Esses países abriram suas portas para os imigrantes, os acolheram, facilitaram suas permanências e os deram uma vida digna. O povo despedia de sua terra e seus familiares, ia ao Porto de Beirute, pegava o primeiro navio que partia, sem saber se era de passageiros ou de carga e, partia para um destino desconhecido sem sequer saber uma letra do idioma que encontrariam.

O número de imigrantes chegou a um terço do povo permanente na cidade. Zaidal e está dividido em quatro gerações:

1- a 1ª geração: é a geração que atravessou os mares, aventurou atrás de sobrevivência e faleceu longe de sua pátria natal.

2- a 2ª geração: são aqueles que nasceram nos países de imigração ou de crianças que imigraram muito novos com seus pais, a maior parte dessa geração não sabe, ao menos, o idioma árabe.

 3- a 3ª geração: é a geração nova dos netos dos primeiro imigrantes, seus pais ou mães nasceram não nasceram na Síria e eles não sabem nada da língua de seus avôs.

4- os jovens imigrantes dos dias de hoje: são os jovens que imigraram nos últimos vintes anos do século XX por causa da seca, da devastação dos plantios de uvas e amêndoas e da falta de emprego para os recém formados. Essa geração imigrou, principalmente, para os EUA e Austrália.

A 1ª geração sofreu muito e trabalhou como mascates andando pelas montanhas e nas estradas desconhecidas, fazendo contas com os dedos e falando por mímicas. Isso tudo para conseguir uma educação, um estudo e uma vida digna para seus filhos.

A ultima geração, de jovens ambiciosos, apesar de não passarem por qualquer aperto na vida, imigrou em busca de melhores condições de vida. Eles se submeteram a altas cargas horárias. Trabalharam no comércio até de noite, apesar do perigo e da insegurança a qual estavam sujeitos. Conseguiram juntar dinheiro e ajudar seus familiares em Zaidal. Eles contribuíram em obras sociais através de doações, como a construção do posto de saúde e do Salão de Eventos, as reformas das igrejas e na construção do cemitério novo.   

  16 – O clima e o tipo de terras em Zaidal

 

Por causa da cadeia de montanhas que a protege dos ventos marítimos (do mar Mediterrâneo), o clima de Zaidal é ameno. Não é tropical úmido nem seco como o do deserto. Há quatro estações bem definidas naquela região. O inverno, que começa em dezembro, é a estação do frio, chuva e neve, quando a temperatura pode chegar a até -07ºC. A chuva tem papel muito importante em Zaidal, uma vez que as plantações dependem dela. A primavera começa em março, tem pouca chuva e o clima é temperado. O verão é quente e seco, quando a temperatura pode chegar a até 42º. Dura até setembro, quando começa o outono. A umidade na região de Homs é alta, chega a até 90% em janeiro e 70% em junho, por causa do ar úmido que chega do oeste, do mar Mediterrâneo.


 17 - A agricultura

 

A maioria das terras de Zaidal é terra “Baal” (diz a lenda que todas as terras da região eram de propriedade do Deus Baal, que manda chuva na hora que ele decidia. Essa expressão é usada até hoje para se referir às terras que dependem da chuva). Essas terras eram usadas para a plantação de cereais, principalmente o trigo.

- A plantação de uvas: começou na época dos “Mukhtars” Jerjes Salame e Bechara Barakat, por volta de 1904, com a fundação de uma cooperativa com ações para todos os lavradores de Zaidal. Foi escolhido um terreno ao norte da aldeia, perto do local de armazenamento da colheita de trigo, para facilitar a sua vigilância e proteção. Foi chamado “parreiral do norte”.  Depois de alguns anos foi plantado o “parreiral do oeste”. Em 1933 foram plantados outros dois parreirais.  Em fevereiro de 1942 as terras das plantações de uva foram divididas entre os acionistas e foram registradas em nomes dos seus proprietários e assim cada lavrador virou dono de um terreno grande ao invés de ações em terras separadas. No início, a produção de uva era para o consumo local.  Com a divisão das terras, a produção aumentou e vários comerciantes da Síria, de Damasco, de Aleppo e do Líbano começaram a comercializar a produção de uva de Zaidal, monopolizaram o mercado e controlaram os preços. Na década de 60, depois da revolução do partido Baath, foi fundada uma Cooperativa Agrícola e alguns jovens partidários ficaram encarregados na comercialização de uva com o apoio das autoridades e do secretário da agricultura do Estado. Numa de suas visitas ao Estado de Homs, o ministro da agricultura, Sr. Adel Tarabein, visitou Zaidal e a população pediu a sua autorização para construir uma fábrica de industrialização de uva em Zaidal. Assim, foi inaugurada a fábrica de Zaidal de bebidas alcoólicas com nome de “Mimas” em 1972. O “Araq Mimas”, cachaça feita de uva, já é conhecido em muitos países árabes e na Europa e já ganharam vários prêmios de qualidade.

- A plantação de amêndoas: começou em 1933 nas terras dos parreirais mais próximos da aldeia. Naquele ano, muitas personalidades do meio político visitaram Zaidal para conhecer as plantações de amêndoas. Em 17/04/1934 o Presidente da Republica Síria, Sr. Tajddin Hussaini, acompanhado pelo Conselheiro francês (a Síria era um país dominado pela França, na época) e o governador de Homs visitaram Zaidal. Dizem que o motivo da visita era ver o sucesso da plantação de amêndoas na região.

Além das amêndoas, foram plantados pés de figo, amora e ameixa, mas em quantidade menor que servia somente o consumo local.

Mais tarde, um terreno grande chamado “Matlas” foi plantado de amêndoas e, no final dos anos 60, várias terras foram transformadas para a plantação das amêndoas. Hoje, a área destinada para a produção de amêndoas, já ultrapassa a área dos parrerais.

- Outras plantações: as plantações mais conhecidas são as de melão e melancia. Nos dias de hoje, depois da redistribuição das terras e com a ajuda das máquinas na agricultura, cada proprietário planta suas terras com os legumes ou frutas da época, como batata, couve flor, repolho, pimentão e outros. Muitas vezes, são recolhidas duas safras de dois tipos de frutos diferentes por ano. A semeação de melão e melancia começa em abril. A produção é vendida nos mercados de Homs a partir de julho.

    

18 – Os antigos trabalhos manuais

 

- A fabricação de tapetes: esse trabalho tem mais de 70 anos e começou nas casas com teares pequenos e totalmente manuais. Com o tempo, foram desenvolvidos teares mais sofisticados para fazer tapetes de tamanhos que chegam até 20 metros quadrados. Esse trabalho visava o mercado local e nunca foi vendido para fora, apesar de sua boa qualidade. Este artesanato está acabando por causa das fábricas de tapetes existentes na Síria que fabricam tapetes de boa qualidade e valor mais acessível.

          - A fabricação de bebidas alcoólicas (cachaça e vinho): essas bebidas são feitas das uvas provenientes das plantações locais. Antigamente, o alambique usado era alugado de Homs com a autorização da Secretaria da Fazenda. No fim dos anos 40 foi autorizada a compra de um alambique para a população de Zaidal.

            A fabricação antiga era feita nas casas na seguinte maneira: a uva, bem madura, era recolhida em setembro. A uva era deixada por dois dias para murchar e depois colocada em bacias especiais e amassada com os pés. O suco era colocado em barris de madeira com três aberturas, tipo torneiras, em três níveis, por dez dias e misturado todos os dias. A mistura ficava mais dois dias em repouso para decantar. No fundo do barril ficavam as impurezas mais densas e logo acima delas saía um suco puro. Esse suco era retirado e colocado em potes especiais e, depois de bem fechado, era guardado por 40 dias até ser transformado em um vinho bom e saboroso.

O resto do suco, depois da retirada do vinho, era transferido para o alambique com uma proporção adequada de anis (erva doce), 5 kg de anis para 200 litros de suco de uva. O suco era cozido em fogo brando até a sua evaporação. O vapor condensava e, o novo líquido, conhecido como Araq (cachaça), era recolhido e guardado em potes especiais. A temperatura não podia passar dos 70ºC, que é a temperatura de evaporação do álcool. Quando o líquido obtido começava a ficar turvo, era um sinal de que a água já estava evaporando, condensando e misturando com o álcool.

O fim da fabricação de bebidas alcoólicas caseiras ocorreu com a inauguração da Fábrica em Zaidal.

- Outros trabalhos manuais: a maioria não existe mais, como a fabricação de “debs” (tipo rapadura feita de uva), de farinha de trigo, de “burghol” (trigo para quibe) e de “kexque”, que é uma farinha feita de trigo e coalhada usada para fazer várias comidas típicas. 

 

 

19 – As tradições do casamento

 

As tradições do casamento têm muito a ver com as relações familiares entre a população de Zaidal. Os casamentos aconteciam nos meses de outubro e novembro, depois da colheita, ou no final de abril, depois da quaresma.  Era muito raro um casamento acontecer nos meses de junho, julho e agosto por causa da colheita, uma vez que todo o povo da aldeia era convidado para os casamentos.  Nos dias de hoje acontece o contrário, pois os casamentos acontecem nesses três meses de verão.

- O noivado: nas cidades de interior, em geral, é normal que os jovens se conheçam antes mas, apesar disso, é costume em Zaidal que os pais dos noivos entrem em contato e troquem idéias. Depois da concordância dos pais da noiva, os pais do noivo marcam a data do noivado. Os pais do noivo convidam os mais velhos da família, amigos e o padre de sua paróquia para irem, na data marcada, pedir a mão da noiva. Ao chegar na casa da noiva, o pai e os irmãos dela os recebem na porta. Uma das mulheres acompanhantes da comitiva do noivo canta alguns cantos que falam da nobreza e da boa origem da noiva e das atitudes de seu pai. O padre começa a cerimônia pedindo a benção do pai da noiva. O pai pede a palavra de um dos mais velhos de sua família, que pode ser o avô ou um dos tios. Quando a benção é anunciada, começam os cantos e o padre abençoa as jóias oferecidas e as alianças e as coloca nas mãos dos noivos. Nesse dia é marcada a data do casamento.

- as noites do casamento: as comemorações começam na terça ou quarta feira, quando sai uma comitiva, de rapazes e moças, da casa do noivo batendo nas casas da aldeia, convidando para o casamento.

Nas noites de quinta e sexta-feira, as festas acontecem na casa do noivo, no quintal, embaixo das parreiras de uva ou na frente da casa. Os convidados cantam e dançam “dabke” (dança folclórica síria e libanesa, onde os homens e as mulheres dançam juntos de mãos dadas). Antigamente, os ciganos eram chamados para tocar tambor e flauta e dançar suas danças típicas.

Na noite de sábado, a noiva convida seus parentes para a noite de “henna” em sua casa, e o noivo convida para um jantar, geralmente feito com arroz e carne de carneiro que é abatido para o casamento. Mais tarde, os convidados do noivo fazem a massa de henna cantando cantos próprios e levam essa massa com vários presentes até a casa da noiva. Na casa da noiva, eles passam henna em suas mãos cantando cantos que elogiam a sua família, sua beleza e sua educação.

No domingo à tarde os amigos do noivo vão à sua casa levando suas roupas e o barbeiro que faz a sua barba e arruma seu cabelo com cantos e danças dos homens. Na casa da noiva, depois de ficar pronta com seu vestido branco e suas jóias, ela fica na sala com as mulheres cantando e dançando esperando a família do noivo para buscá-la. As pessoas mais respeitadas da família do noivo vão à casa da noiva para levá-la à igreja. Eles pedem a permissão e a bênção do pai e tiram a nova da casa. Seu pai despede dela na porta de casa. Depois da cerimônia religiosa, que é chamada de “eklil”(coroação), todo mundo sai da igreja com os noivos e vai à casa do noivo cantando e dançando no caminho. Antes de entrar em casa, a noiva pega um pedaço de massa de pão com uma moeda dentro e cola na parede, em cima da porta principal. Isso significa que a sua chegada a esta casa é uma benção para a família.

Esses costumes e tradições aconteciam até o final dos anos 70. Cada passo tinha seu significado, e as músicas e os cantos falavam da generosidade, da honra, do orgulho, da boa origem das famílias, da dignidade, das relações familiares, da coragem e dos elogios à noiva e à sua família.  Hoje em dia, esses costumes já se perderam e estão acabando com o tempo. Os casamento estão ficando mais parecidos com os costumes ocidentais. Os cantos e as danças das pessoas nas ruas são trocados por carros buzinando nas ruas da cidade.  A festa do casamento depois da cerimônia religiosa é feita num salão de festas alugado, com músicas eletrônicas e cantores profissionais (a maioria de Zaidal). Entre eles estão: Antoun Kassih, Issam Dahi, Samer Kassab, Rimon Abu-Id e Jorge Zidan.

Cada época tem seus costumes e tradições, e nós temos que respeita-los. 

 

 

22 – A história do teatro em Zaidal

 

O movimento teatral era muito reprimido e censurado na época do governo Turco Otomano, em todos os países árabes, principalmente na Síria. O teatro começou na Síria após a 1ª guerra mundial, em 1919, mas ficou parado até 1928, com a ocupação francesa, quando voltou com a 1ª peça apresentada em Damasco. O 1º grupo teatral foi autorizado em Homs, no ano 1933, com o nome “Dauhat al Mimas”. A presença feminina no teatro começou em Homs, no ano 1960, com a fundação do Centro Cultural de Homs. A filha do diretor do Centro, naquela época, o poeta Abdul Muin Malluhi, foi a 1ª mulher a atuar no teatro.

Em Zaidal o teatro começou com a iniciativa do padre Efram Daruj, em 1923. Padre Efram estudou na Universidade Propaganda em Roma, onde terminou seu doutorado em teologia e filosofia, e foi ordenado para a igreja de Zaidal, em 1922. Ele ficou maravilhado com tudo o que viu na Itália referente a arte e cultura. Ele falava com fluência o francês, italiano e latim. Na sua volta para Síria, ele levou vários quadros de pintores famosos, como Mikail Ângelo, e era muito cuidadoso com eles. Ninguém sabe o destino desses quadros. Ele queria trazer para Zaidal a arte que ele mais gostava, o teatro. Não sabia nem como começar. Era muito difícil por falta de jovens cultos em Zaidal. Os jovens alfabetizados coroinhas que trabalhavam na igreja estudaram no colégio Jesuíta que tinha uma filial em Zaidal. Padre Efram fundou uma Associação Beneficente com esses jovens com o nome Associação Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. O falecido Chain Mtanos Dahi contou que, em 1923, esses jovens apresentaram a peça “O Mercador de Veneza”, de Shakespeare, com as orientações e os ensinamentos do padre Efram. Essa foi a 1ª peça de muitas que vieram depois. Sr Nawaf Elias Zidan, nascido em Zaidal em 1912, confirmou essa história e falou que ele fez o papel de uma mulher na peça “Charlotte”, em 1925, que tinha dois amantes, que eram Nahim Mtanos Safar e Ibrahim Faour. Em 1953 foi apresentada a peça “Fogo do Deserto”, a 1ª apresentação foi em Zaidal, e no dia 28/02/1953 tiveram duas apresentações no teatro do cinema “Opera” em Homs, uma para homens e uma para mulheres. Foi um sucesso absoluto e foi comentado em vários jornais sírios e libaneses. Em 1970, o Sr. Jorge Salem Seif fundou o “Grupo Folclórico de Zaidal”, que apresentou várias peças musicais. O Grupo ganhou o primeiro prêmio quando apresentou “Casamento de Zaidal” em Aleppo, e foi indicado para representar a Síria no festival de teatro folclórico, em Zagreb, Iugoslávia, em julho de 1973, quando ganhou vários prêmios. O grupo representou o estado de Homs no Festival de Artes Populares em Latakia, no mesmo ano.

Não podemos deixar de mencionar que uma mulher apareceu pela primeira vez no palco de teatro em Homs e Damasco, no ano 1960, mas em Zaidal ela atuava desde 1928. Entre essas mulheres podemos lembrar de Kahle Dawud, Mudi Al Berr, Jamile Al Berr, Hadue Barakat, Habse Jerjes Barakat e Fuda Daaboul que está viva até hoje e que apresentou vários papéis em árabe e francês.

O grupo de teatro, hoje, faz parte do Teatro Juvenil de Homs e já participou em vários festivais de teatro musical e apresentou vários trabalhos de cantos e danças na TV Síria, um deles com o nome de “A Alegria da Revolução”, que era de composição de Saoud Dawud e Jorge Makhluf e de coreografia de Silvana Chain.

Podemos dizer, com tudo orgulho, que Zaidal foi a pioneira no movimento teatral da Síria e na participação da mulher no teatro, não só na Síria mas no Mundo árabe inteiro.

  

23 – As associações religiosas e sociais

 

             Várias associações foram fundadas nas igrejas de Zaidal. Algumas mantêm suas atividades até hoje:

-  Associação Feminina São Jorge “Banat Mar Jerjes”: das senhoras ortodoxas.

- Associação Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: associados homens. Foi fundada em 1922 com a iniciativa do Padre Efram Daruj. A maioria das famílias de Zaidal faz parte dela.

- Associação Sagrado Coração de Jesus: Foi fundada em 1948 com a iniciativa do Padre Yuhana Dahi. Seu primeiro presidente eleito foi Fadel Dahi. Além de suas atividades religiosas, essa associação apresentou várias peças teatrais. A mais conhecida delas foi “A Espada da Justiça”, de autoria e direção de Jorge Salem Seif e seus atores principais foram Fadel Dahi e Jorge Qezenni.

- Associação da Paz e Amor: Foi fundada em 1952. Podemos mencionar Jorge Barakat, Mahfud Dahi e Elias Daaboul como alguns dos seus membros mais ativos. Essa associação apresentou várias peças teatrais. A mais conhecida delas foi “A Saga do Senhor”, de Cornet. A Sra. Hadue Barakat, hoje residente em Belo Horizonte, fez o papel principal na peça.

- Associação feminina Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: foi fundada na década de 50, na época do Padre Efram Daruj. A maioria das Senhoras de Zaidal faz parte dela até os dias de hoje.

- Os clubes culturais e esportivos: o primeiro clube cultural, o Clube “Yakzat Al Rif ”, foi fundado em 1952 em revolta contra o fanatismo religioso entre as associações católicas e ortodoxas, a partir da iniciativa de vários jovens entusiasmados com a mudança cultural e religiosa na aldeia. Entre esses jovens estão Fadel Dahi, Jorge Salem Seif, Farid Kassih, Elias Makhluf, Issa Al Issa, Sleiman Salame, Elian Khazaal e Jerges Durra. Esse Clube apresentou várias peças teatrais, a maioria delas era de autoria e direção de Jorge Salem Seif. Outro Clube esportivo, o Clube Esportivo e Cultural “Al Choala”, foi fundado em 1965 e faz parte dos clubes do Ministério da Educação. Além de suas atividades esportivas, executa várias atividades culturais e artísticas. Já apresentou várias peças teatrais sobre a Causa Palestina.

- Os Escoteiros: o primeiro grupo foi fundado pela iniciativa do Sr Nahim Safar e ficou ativo entre 1932 e 1936.

Em 1963 foi fundado o 27º Grupo Escoteiro, que faz parte dos grupos de Homs, a partir da iniciativa do Padre Lowis Awad, que serviu a Paróquia Sagrado Coração de Jesus em Belo Horizonte, de 1978 a 2003. O primeiro Chefe do Grupo foi o Sr Abdul Aziz Hanuch. Alguns anos mais tarde, o grupo foi desmembrado.

Em 2000, foi fundado o Grupo dos Escoteiros da Igreja Ortodoxa a partir da iniciativa do Padre Antoun Jarade. Em 2002, foi fundado o Grupo dos Escoteiros da Igreja Católica a partir da iniciativa do Padre Felipe Barakat.

Os escoteiros participam, junto com a população de Zaidal, de todas as comemorações religiosas, sociais e nacionais e recebem todo o apoio, moral e financeiro, dos habitantes e dos imigrantes de Zaidal.

 

  

24 – Educação e ensino

 

O ensino, não só em Zaidal, mas em toda a Síria, passou por várias dificuldades por causa da ocupação Otomana, que durou oito séculos. Suas conseqüências foram pobreza, problemas econômicos e sociais e falta de comunicação com o resto do mundo.

Apesar de todos esses problemas, o povo de Zaidal correu atrás do ensino e do conhecimento por conta própria. No final do século XIX, o povo se reunia num quarto para estudar e aprender com os padres, seguindo as orientações das igrejas. O aluno aprendia, além dos cantos Siríacos, as línguas Árabe e Siríaca (Siriana) e o básico de matemática, religião e caligrafia.

No inicio do século XX, foram abertas escolas dos Siríacos católicos sob a orientação dos Jesuítas e, assim, a língua francesa entrou no currículo escolar. Vários alunos formaram dessas escolas, entre eles Hadi Barakat, Mikhail Safar e Nahim Safar. Um de seus professores era o Padre Matta Mallach que dava aulas em Zaidal, em 1907. As escolas davam diplomas (certificados) reconhecidos pelo Governo Francês na sua sede, em Beirute. Em 1922, o padre Efram Daruj voltou da Itália e tomou a direção da escola com a assistência da professora Sara Safar (Al Qassis) e seu sobrinho Nahim Safar (Al Qassis). Não podemos deixar de mencionar os outros professores pioneiros: Sara Abdallah Zidan, Medallal Cadar, filha de Elian Cadar, Srta. Rosa Mallach (a 1ª mulher que cantou na igreja, com a autorização do padre Efram Daruj). O primeiro quarto que os alunos usavam para estudar, ficava na casa de Salame, atualmente a casa de Jerges Awad (Abu Mussa), ao lado da igreja velha.

O livro tem fotos do padre Efram Daruj e do seu diploma, em Latim, de Doutorado em Teologia, assinado em Roma em 03/10/1922, pelo diretor Padre Paulo Jeabé e o reitor da universidade Cardeal Van Rassum.

Em 1928, a escola ficou sob o comando do arcebispo Yussef Rabani, da arquidiocese de Homs, e permaneceu assim até 1967, quando o governo da Síria estatizou todas as escolas privadas.

Em 1949, formou a primeira turma do primeiro grau. Foram quatro alunos: Ibrahim Dahi, Habib Zidan, Yussef Faour e Nadim Zidam. A escola ganhou o nome de “Escola Mártir Elias Nohme” em 1974. Os alunos tiveram que terminar seus estudos em Homs.

Em 1977, foi fundado o primeiro colégio do ensino médio. Em 2003, o colégio foi transferido para um novo prédio e recebeu o nome de “Mártir Nadim Abdul Aziz”. Os diretores que passaram nesta escola são: Mtanos Kassih, Elias Daboul, Abdul Massih Abu Id, Majed Nosseis e Antoun Qassis.

O livro tem uma foto do diploma de ensino médio, da primeira pessoa de Zaidal que formou em 1946, Sr Ibrahim Mussa Barakat. Ele se formou em direto em 1950 e passou em um concurso para delegado de polícia onde ficou trabalhando até sua aposentadoria em 1982.

 Não podemos deixar de mencionar o Dr. Elian Zidan que foi o primeiro aluno de Zaidal formado em medicina e também o professor Mtanos Abu Id que terminou o ensino primário em 1948 e o médio em 1950. Ganhou bolsa de estudos do governo e se formou em química e física pela universidade de Damasco, em 1956. Trabalhou como professor até 1975, quando foi promovido à coordenador geral dessas duas matérias na Secretaria da Educação, em Homs. Ele tem participação em vários livros de química e física. Em 1981 foi enviado à França, pelo governo da Síria, para fazer um curso de “desenvolvimento de programas escolares para o ensino das matérias química e física”.

As escolas atuais de Zaidal têm participações destacadas em todas as atividades sociais, religiosas, esportivas e artísticas nacionais.

  

25 – Tipo de casas e móveis

 

No final do livro há várias fotos de casas antigas de Zaidal com seus móveis e o tipo de sua construção.

            Zaidal atual é uma aldeia moderna com ruas asfaltadas, praças bonitas e tem todos os serviços de saneamento, água, luz e energia elétrica.

             Zaidal é um município que tem sua prefeitura desde 1970. Tem um posto de saúde que oferece todos os serviços de pronto socorro, distribui vacinas para as crianças, tem consultórios de pediatria, ginecologia, odontologia e um laboratório. Os imigrantes doaram uma ambulância que ainda está desativada (2005). O laboratório foi equipado com as doações dos imigrantes Jorge Arauche, do Brasil, e Mtanos Abdul Nur, da Espanha.  

 

26 - As relações com as aldeias vizinhas

 

O povo de Zaidal tem boas relações e forte amizade com todas as aldeias vizinhas, respeitando as diferenças religiosas e sociais. Ela vive em paz, amor, harmonia, e solidariedade para resolver qualquer desentendimento entre as pessoas.

             Há várias histórias sobre conflitos entre pessoas da mesma família ou entre vizinhos, que foram resolvidos pelos Cheikhs ou Mukhtars de outras aldeias.

            O povo de Zaidal também tem relações de amizade, respeito e fraternidade com os beduínos que vivem na região. Essas relações são herdadas de pai para filho através de várias gerações.

            A relação entre os povos de Zaidal e Homs é muito boa graças à proximidade entre as duas cidades. Todos os dias, centenas de pessoas de Zaidal visitam Homs para resolverem seus problemas. A partir daí, surgiu uma amizade fraterna entre ambos. Os moradores de Zaidal recebem, diariamente, centenas de amigos de Homs que lá encontram conforto e tranqüilidade uma vez que o povo de Zaidal é um povo amável, simpático, pacífico e culto, respeitando o que dizem e sabendo ouvir. A amizade que existe entre eles é verdadeira e longe de qualquer interesse.

            Vários escritores e poetas escreveram artigos nos jornais de Homs sobre seus sentimentos por Zaidal, suas casas, seus parreirais, suas frutas e amêndoas.

Última atualização em Ter, 10 de Agosto de 2010 19:54
 

Adicionar comentário